Os TEXTOS que se seguem são pura FICÇÃO e qualquer semelhança com a REALIDADE é pura coincidência!
Este espaço permite-me dar-vos a conhecer todo o meu entusiasmo pelas palavras.


df @ 13:51

Qua, 11/03/09

Depois de saborearmos o café, sentados lado a lado timidamente no sofá, ajudou-me a arrumar as coisas para a cozinha. Fazia lembrar aqueles casais... Não, esquece, não fazia lembrar nada!

- Sabes quando foi a primeira vez que te vi? Foi em Setembro de 2007. - afirmou, encostado à parede.

- Mas ainda nem sequer trabalhava...

- Pois... Fiquei a pensar como se podia gostar de uma pessoa que nem sequer se conhece, especialmente porque não acredito em amor á primeira vista - confessou. - Mas passado um mês, ou algo do género, começaste a ir com frequência ao café da D. Celeste, tua tia, como descobri mais tarde.

- A sério?! - sentia-me encabulada por tal atenção e mantive-me virada para a banca, fingindo que lavava a louça.

- Quando finalmente tomei coragem de falar contigo, tive uns problemas familiares e comecei a hesitar até que desisti de me ir apresentar. Passado uns tempos, voltei a ter vontade de te conhecer, mas deixaste de aparecer no café. Pensei que estivesses assoberbada de trabalho, mas os boatos começaram a correr, até que confirmei com a tua tia que tinhas partido o pé.

- É verdade - acabei por me virar para ele - Foram semanas insuportáveis. A minha mãe queria que eu fosse para Bragança, imagina...

- Depois, pela segunda vez, duvidei se seria capaz de tomar a iniciativa e quando voltaste simplesmente consolei-me por te ver... Pensei que não quisesses nada comigo. Nunca me apercebi se retribuías o olhar...

O telemóvel dele tocou.

- Devias ter desligado isso, Miguel - falei, desagrada pela interrupção.

- Eu sei, desculpa. Venho já.

Voltei costas e concentração para a lavagem da louça, mas estava curiosa quanto à origem e assunto do telefonema. Mas passado poucos minutos, ele apareceu.

- Vou ter que ir embora, Ana.

- O quê?!

- Prometo - começou, enquanto se aproximava de mim - que será a última vez que seremos interrompidos por causa deste assunto. Isto não deveria ter acontecido - desabafou.

- Mas afinal o que se passa? - questionei, não pela curiosidade, mas pela preocupação no olhar dele.

- Eu depois conto-te melhor, mas o que se passa é que a minha mãe, a minha madrasta e os meus irmãos não se entendem quanto à herança que o meu pai deixou. Resumindo é isso. Hoje disse-lhes que não queria ser interrompido, mas estão tão cegos que já perderam o respeito por mim e por eles próprios.

- Vai com calma, Miguel - disse, estupefacta com a revelação. O pai dele devia ter falecido há pouco tempo...

- Não te preocupes - Deu-me um beijo na testa e foi embora.

 

 



DESAFIO

Coloquei-vos há tempos o desafio de darem um TÍTULO à nova história que se irá desenvolver nos próximos meses aqui. Ainda não vos dei muita informação, a não ser que as personagens se chamam Rafael e Juliana e que trabalham na mesma empresa. Conforme vou publicando os posts, certamente irão perceber que há muitos segredos para serem revelados...
Além do título, também espero que deixem nos comentários o vosso feedback.
Obrigado
A Gerência

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Além de uma nova história a decorrer no blog, acompanhem também a nova rubrica do blog 'PERDIDOS E ACHADOS DA VIDA', pequenos textos que incidem sobre... Leiam e descubram...

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