Os TEXTOS que se seguem são pura FICÇÃO e qualquer semelhança com a REALIDADE é pura coincidência!
Este espaço permite-me dar-vos a conhecer todo o meu entusiasmo pelas palavras.


df @ 16:14

Sab, 06/06/09

A um copo de vinho do Porto, seguiu-se a cerveja e ainda houve tempo para provar algumas bebidas brancas, como vodka. Realmente, sentia-me a pessoa mas divertida do mundo, mas tinha consciência de que não estava bêbada. Ainda assim, a madrugada já ia alta, quando o Tiago insistiu em me acompanhar até ao nosso apartamento. Não, meu apartamento...

- Queres entrar? - perguntei, segurando-me contra a porta de vidro enquanto tirava as chaves bo bolso direito das calças de ganga escuras.

- É melhor não. Já é tarde.

- Anda, entra. - puxei-o pelo braço e caminhamos pelo corredor, eu e a rir baixinho e ele preocupado. - Queres beber alguma coisa? Comer?

- Acho que já foi suficiente em casa da Raquel, não achas?

- Então, já sei o que podemos fazer - afirmei, começando a abrir o fecho do casaco de malha castanho claro dele, atirando-o para o chão.

- O que estás a fazer?

- Acho que é óbvio. Estou a tentar tirar-te a roupa.

Em seguida, tirei-lhe o pólo castanho-chocolate sem objecções.

- Ainda te lembras onde é o nosso quarto?

Deixei-o na entrada, enquanto me entretinha a tirar a minha roupa para o chão, deixando um rasto de sedução e convite para uma noite de paixão.

Não tardou, o Tiago apareceu com o tronco desnudo, mostrando que o seu tempo perdido no ginásio compensava, olhando-me louco de desejo.

Chegada ao quarto, tinha acendido duas velas aromáticas que estavam em cima da cómoda e terminei de me despir até ficar somente com a roupa interior. Sentei-me numa posição aliciante em cima da cama, onde ele me fez companhia e iniciámos o ritual para uma noite de amor.

 

Acordei com o miar desesperado de um gato vizinho, qual choro de criança desejosa de atenção. Levantei-me e decidi ir preparar o nosso pequeno-almoço.

Sentia o corpo dorido e tinha uma ligeira dor de cabeça. Tinha-me olhado ao espelho: o rosto cansado mostrava umas olheiras intensas e uns olhos vidrados. Tantas emoções em poucos dias definitivamente não faziam bem à pele...

O final da manhã aproximava-se e os fracos raios de sol entravam timidamente pela janela e porta da cozinha.

Apanhei o cabelo num rabo-de-cavalo e encetei a tarefa de preparação da nossa primeira refeição do dia.

- Já tinha saudades de te ver vestida com uma das minhas camisolas - disse o Tiago, à entrada. - Estás a preparar o nosso pequeno-almoço?

- Sim. Tens aqui umas torradas, que eu sei que gostas...

- Queres falar sobre o que aconteceu? - interrompeu.

- Não se passou nada de mais, Tiago, passamos a noite juntos.

- E não estás arrependida?

- A questão não se coloca. Aconteceu e ponto final. Somos adultos e ainda casados para todos os efeitos - afirmei - Estava a pensar que agora à tarde podíamos ir até Leça da Palmeira. Passeávamos...

 




df @ 13:21

Sex, 05/06/09

À noite fui até casa do Ângelo e da Raquel, um casal amigo, que morava no prédio contíguo ao nosso e fui surpreendida mal entrei na casa deles.

De copo de uísque na mão, pensativo, o olhar perscrutando a pouca actividade na rua, ali estava ele.

Depois da demonstração de carinho e posse, não esperava vê-lo e, contudo, uma esperança ténue permanecia até ao momento em que primi o botão da campaínha.

Dirigi-me a ele após os cumprimentos habituais, já com um pequeno copo contendo vinho do Porto.

Sorri quando me coloquei frente a ele e o Tiago devolveu-me um olhar frio e um esgar de lábios irónico.

- Então já resolveste tudo com o teu amigo?

Fez-me a pergunta enquanto eu degustava a minha bebida, após uns minutos de silêncio.

- Desculpa?! - pronunciei,enquanto limpava alguns salpicos de vinho à volta da boca. Tentei controlar a respiração para a tosse não transparecer para os presentes o incómodo da pergunta. - Não havia nada para resolver, Tiago, tinhamos apenas que esclarecer alguns pontos do passado.

- Então já lhe contaste que és uma ladra?

- Porra, Tiago, quando queres consegues ser mesmo um estupor! Não te entendo. Se sou assim tão má pessoa, porque é que te casaste comigo? Porque é que continuas atrás de mim mesmo com o processo do divórcio a decorrer, se fazes questão de me atirar à cara essas coisas?

- A culpa é tua, Diana. Tu é que fazes questão de te refugiar no teu passado quando precisas de tomar uma decisão. Usas o teu passado como desculpa para muita coisa que acontece na tua vida. - Bebeu um gole de uísque e continuou - Eu já te disse que não me me interessa o teu passado! A única coisa que me interessa é como tu foste/és a partir do momento que te conheci. E mais te digo: és uma pessoa muito especial, com muito valor. És inteligente, tens um sentido de humor que adoro, és simpática, dás tudo pelos teus amigos. O que queres mais? Achas que é preciso mais alguma coisa?

- Tiago...

- Diana - chamou a Raquel - podes chegar aqui?

Ela encaminhou-me até a cozinha, onde me pediu desculpa pela presença do Tiago.

- Quando combinei com o Ângelo esta pequena reunião, não lhe disse para não convidar o Tiago, mas acho que estava implícito... Em todo o caso, mais uma vez desculpa, deve ser constrangedor para vocês. Ainda agora parecia que estavam a discutir... - adiantou, encostada ao balcão.

- Não te preocupes, Raquel. Ainda hoje almoçamos juntos lá em casa. Ele tem-me apoiado com esta história da morte do meu pai - retorqui, encostada, por meu turno, à pequena mesa quadrada branca colada à parede. 

- Falas de uma maneira tão fria sobre isso, Diana, decerto que te afectou de algum modo...

- Raquel, não é segredo que eu e o meu pai não nos dávamos e já não falávamos há muito tempo. Estou cá há quase dois anos e se falámos mais de duas vezes foi muito.

- Mas...

- Raquel, desculpa, mas não me apetece falar sobre o assunto. Podemos voltar para a sala? Estão todos animados e eu hoje também quero ficar animada...

 

 




df @ 13:31

Ter, 02/06/09

Mas o momento lúcido chegou e mais uma vez afastei-o.

- Não, isto não pode estar a acontecer - berrei.

- Porque não? - o seu tom estava igualmente alto.

. Porque não. Porque tu queres reviver o passado...

- Não - interrompeu - eu quero dar continuidade ao que aconteceu no passado.

- Mas já é tarde para isso, Ricardo. - retorqui, dando um passo atrás. - Não podemos voltar atrás no tempo. Os nossos sonhos foram destruídos... bem, pelo menos os meus foram. Tive que deixar tudo para trás, a música, a faculdade, a natação, tu... Entendes? Olha, onde eu estou: trabalho numa loja, estou em processo de divórcio, sem ter a real certeza se é isso que quero...

- Então, o problema é esse? Apaixonaste-te por ele? Por amor de Deus, Diana...

- Sim, apaixonei-me pelo Tiago, achas que isso era impossível? Tu também não seguiste a tua vida?! - perguntei, o meu olhar inquisidor.

- Mas sempre com o pensamento em ti - confessou, aproximando-se de mim, colocando as mãos sobre os meus ombros.

- E eu em ti, mas não podia continuar a viver assim. Se fugi de toda a minha aqui, tinha também que tentar esquecer-te. E foi isso que fiz. Sem o meu pai a controlar-me, pude finalmente ser feliz!

- Mas achas que a tua relação, baseada apenas na distância do teu pai, iria resultar?

- E tu achas que um casamento de quatro anos e um de namoro duraria somente baseado nesse pressuposto? - desviei-me dele e fui novamente até aos sofás.

Fiquei sem resposta- Ele não estava a ser razoável e sabia-o.

- Bem, acho que já fiquei esclarecido em relação ao que me trouxe aqui e a mais algumas coisas. Vou-me embora.

- Ricardo, não precisas de ficar chateado e nem precisas de te ir embora.

- É melhor. Vais à missa de sétimo dia do teu pai?

- A minha mãe não me deve querer ver por lá, mas vou.

- Vemo-nos lá então.

A despedida foi fria e distante, revelando que aquela conversa dissipara muitas dúvidas e criara alguns problemas.

 

 



DESAFIO

Coloquei-vos há tempos o desafio de darem um TÍTULO à nova história que se irá desenvolver nos próximos meses aqui. Ainda não vos dei muita informação, a não ser que as personagens se chamam Rafael e Juliana e que trabalham na mesma empresa. Conforme vou publicando os posts, certamente irão perceber que há muitos segredos para serem revelados...
Além do título, também espero que deixem nos comentários o vosso feedback.
Obrigado
A Gerência

Rubricas:

Além de uma nova história a decorrer no blog, acompanhem também a nova rubrica do blog 'PERDIDOS E ACHADOS DA VIDA', pequenos textos que incidem sobre... Leiam e descubram...

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