Os TEXTOS que se seguem são pura FICÇÃO e qualquer semelhança com a REALIDADE é pura coincidência!
Este espaço permite-me dar-vos a conhecer todo o meu entusiasmo pelas palavras.


df @ 14:43

Ter, 08/09/09

Chegou ao fim o terceiro capítulo desta nossa/vossa história 'Regresso a casa'.

Tenho gostado muito de escrever este romance, apesar de não ter muito tempo para a desenvolver.

Nos próximos dias vão aparecer novos desenvolvimentos interessantes, estejam atentos.

 

Obrigado a todos que têm seguido o blog.

 




df @ 19:45

Dom, 06/09/09

Apesar de ter acordado quase às cinco da manhã e ter sentido uma enorme vontade de ir até à varanda e fumar um cigarro, sentia-me ligeiramente mais tranquila. Um quase sentimento de paz percorria o meu corpo.

Fiquei a olhar para o tecto branco, acompanhado por um simples candeeiro cromado de três lâmpadas, numa espécie de forma da letra 's'.

A vida devia ser assim: simples como a decoração de toda aquela casa; simples como a perspectiva que a Filipa e o Mário tinham dela. Trabalhavam, regressavam para os braços um do outro, cuindando do fruto do seu amor, precisamente da forma como se deve tratar um filho.

Um filho... Tinha sido um objectivo que nunca tivera. Talvez o motivo se devesse realmente à experiência que tivera como tal, talvez tivesse receio de não conseguir reagir de forma diferente da do meu pai. Ou então, o instinto maternal ainda não tivesse surgido...

Voltei a adormecer, acordando mais tarde, por volta das nove horas, depois de um sonho que me atormentou. O meu pai, vindo do outro mundo, batia-me com um chicote, afirmando que tinha sido uma desilsão completa e que devia ter ouvido a minha mãe, quando esta dizia que não queria ter filhos.

Seria eu incapaz de seguir em frente?

O Ricardo almoçou connosco na cozinha decorada em tons de vermelho e cinzento.

- Bem, tenho que me ir embora - falou, enquanto tomávamos ambos um café na varanda. - A viagem ainda é longa e eu ainda tenho que preparar umas coisas para as aulas de amanhã.

- Sim, senhor professor - retorquiu.

- Eras assim tão bem educada para os teus professores?

- Que remédio não era? - sorrimos os dois. - Se algum preenchesse algo na caderneta, ia ser sermão e missa cantada, acompanhadas por algo mais, se calhar. - Não sabia como poderia dizer aquilo com um ar tão descontraído. Mas a verdade é que o Ricardo também sempre tivera o condão de fazer sobressair apenas os aspectos positivos de todo aquele longo pesadelo. - Obrigado por teres vindo. Gostei muito da nossa conversa - confessei.

- Sabes que apesar destes anos separados, continuo a fazer tudo por ti. - disse, aproximando-se de mim. - Acho que as adversidades fizeram com que tivessemos algo que poucos podem dizer que têm: uma amizade forte, que durará para todo o sempre.

- Estás cada vez mais lamechas - brinquei, tentando aliviar aquela tensão.

- Sim, talvez... Ainda bem que vim. Também acho que passámos um bom bocado. Acompanhas-me até à porta?

Anuí e dirigimo-nos para o corredor.

- Quando regressas? - perguntou.

- Talvez depois de amanhã já vá trabalhar, por isso amanhã à noite já devo estar em casa.

- Podemos combinar alguma coisa, que dizes?

- Sim. Podemos jantar, mas depois eu ligo-te.

Aproximou-se de mim mais uma vez. Bem perto depositou-me um beijo na testa, em sinal de todo o respeito que tinha por mim e beijou-me ao de leve nos lábios.

- Depois vemo-nos, não é?

- Sim. Boa viagem!




df @ 11:27

Sex, 04/09/09

 

Acordei com o corpo dorido.

Estava no sofá, abraçada ao Ricardo, que começava também a despertar, vendo a figura fosca da Filipa.

- Vocês querem continuar a dormir aí? - perguntou ela, num trejeito irónico.

- Já chegaste? - questionei, numa situação completamente óbvia.

- Sim. Já são quase duas da manhã, Di.

Fui para o quarto de hóspedes, ainda estremunhada, feita criança birrenta que tinha sido acordada de um sonho bom. A Filipa colocou uns lençóis praticamente novos, como a própria afirmou, e um cobertor no sofá, para o Ricardo se sentir um pouco mais confortável.

Depois de termos comido pizza, recomendação da Filipa, ficamos a recordar os velhos tempos, em que passávamos as tardes das férias entre idas à praia, que ficava longe das nossas casas, na pequena piscina que os meus pais tinham no terraço ou mesmo no café dos pais dele.

A minha mãe, quando não fingia que arrumava a casa, ia para o café, conversar com a Noémia, cuidar - ainda que forçosamente, porque parecia não gostar muito de crianças - do filho mais novo da sua grande amiga, que dubiamente não a conhecia realmente.

Acho que nunca ninguém chegara a conhecer os meus pais...

 

À medida que eu e o Ricardo íamos crescendo, íamos perdendo a inocência para a pré-adolescência e para a violência e controlo exercido pelo meu pai.

Era custoso para ambos recordarmos os momentos em que nos encontrávamos e eu mostrava-lhe mais uma nódoa negra, invisível aos olhos dos outros, que o meu pai me tinha provocado, com o consentimento da minha mãe.

Os motivos nem sempre eram claros, Cheguei a uma altura da minha vida em que julguei mesmo que o meu pai tinha prazer em me castigar. Em me enfiar num local escuro, em me privar de comida, em me bater com o chinelo ou com o cinto...

Em criança, ele ainda me deixava brincar com o Ricardo. Deixava-me à-vontade com ele, pensando que não havia problema nenhum. Enfim, era o filho dos melhores amigos dele. Mas a sua mente suja, perversa, não permitiu que isso se prolongasse por muito tempo...

Cedo, o Ricardo apercebeu-se que algo estava errado. Os meus pais não eram como os dele.

Quando comecei a ir para a escola, tudo piorou. As brincadeiras, quase inexistentes na minha pequena vida, acabaram por se anular em prol da importância do sucesso escolar. O meu tempo livre seria passado somente a estudar, só ou acompanhada por eles; tinha que ser escrupulosamente pontual à chegada da escola e também à saída. Atrasar um minuto a chegar ao portão significaria uma invasão nas instalações pela minha mãe, que normalmente me ia buscar. Os meus supostos amigos na escola eram furto de peuqenos momentos passados em conversas fúteis rápidas nos intervalos. O meu único e verdadeiro amigo era o Ricardo...

Aprendi que o meu pai apenas queria sentir orgulho da minha pessoa, apesar de invariavelmente ter uma pré-disposição para distorcer as coisas. Ter aulas de natação e aprender a tocar um instrumento musical tinham sido ideias minhas, às quais, como é óbvio, o meu pai aceitou rapidamente. O meu objectivo era somente fugir um pouco à presença constante deles na minha vida; conhecer outras pessoas, outras realidades... No entanto, fui traída pelo meu próprio desejo.

O meu pai começou a exigir resultados.

Na música, gostava que mostrasse os meus dons às pessoas que nos visitavam em casa ou então no café, em frente à nossa casa. Ele achava a minha voz melodiosa. Eu não chegaria a tanto...

Comecei a extravazar toda aquela repressão e exigências nas letras das músicas que compunha. Mas até nisso tive que aprender a ser discreta. No entanto, elas encaixavam na perfeição de um desabafo repleto de significado.  Talvez isso, além da amizade com o Ricardo, me tenha salvo de querer terminar com a minha vida! Sim, cheguei a pensar nisso...

Por outro lado, o meu pai queria que eu participasse em competições de natação. Porém, depois do meu professor de natação falar com os meus pais sobre os sacrifícios que teríamos que fazer - levantar muito cedo, fazer viagens... - a minha mãe tratou de desfazer essa vontade do meu pai. Ela recusou terminantemente em me acompanhar e o meu pai não conseguiu visaulizar outra alternativa.

 




df @ 17:38

Ter, 01/09/09

O blog 'Fábrica de Histórias' está a festejar um ano de existência e da minha parte recebe também os parabéns e o apoio para continuar com o bom trabalho e novos desafios que vão surgindo, sendo que já colocaram um novo sob três plataformas: 'uma história, um template para o blog e uma ideia brilhante e estão todos convidados a participar. Não propomos qualquer tema. A criatividade é vossa'.

 

Parabéns aos seus Autores e contribuintes...

 



DESAFIO

Coloquei-vos há tempos o desafio de darem um TÍTULO à nova história que se irá desenvolver nos próximos meses aqui. Ainda não vos dei muita informação, a não ser que as personagens se chamam Rafael e Juliana e que trabalham na mesma empresa. Conforme vou publicando os posts, certamente irão perceber que há muitos segredos para serem revelados...
Além do título, também espero que deixem nos comentários o vosso feedback.
Obrigado
A Gerência

Rubricas:

Além de uma nova história a decorrer no blog, acompanhem também a nova rubrica do blog 'PERDIDOS E ACHADOS DA VIDA', pequenos textos que incidem sobre... Leiam e descubram...

Pesquisa
 
Contacto
Mail:
contosepontos@sapo.pt
Setembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
11

13
14
15
16
18
19

20
21
22
23
24
26

27
28
29


No baú...
2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


Comentários recentes
Olá obrigada por me adiconares. Gostei mto de ler ...
http://asnossaspalavrasperdidas.blogs.sapo.pt/Novo...
Obrigado pelos elogios.Volta sempre!Quanto ao próx...
Há uns tempos que aqui não vinha . . . nem aqui ne...
Muito bonitas as tuas palavras...também sou uma ra...
Posts mais comentados
3 comentários
2 comentários
2 comentários
subscrever feeds
blogs SAPO