Os TEXTOS que se seguem são pura FICÇÃO e qualquer semelhança com a REALIDADE é pura coincidência!
Este espaço permite-me dar-vos a conhecer todo o meu entusiasmo pelas palavras.


df @ 13:59

Seg, 18/05/09

- Por onde começar? - questionei-me em voz alta. Sentei-me no outro sofá, que se encontrava ao lado do primeiro, perpendicularmente. - Eu não fui capaz de te dizer o que tinha feito. Os últimos dois anos para mim foram muito complicados, Ricardo. Eu fiquei a estudar no Porto, tu foste para Guimarães... Eu sei que prometemos...

- Que continuaríamos a nossa relação mesmo com a distância - terminou ele.

- Sim... - anui. - Mas não fui capaz de o fazer, não depois de ter visto o olhar de regozijo do meu pai quando soube disso. Sabia que ele nunca nos iria deixar em paz e eu não queria que continuasses a sofrer com isso.

- Por isso, logo no primeiro fim-de-semana que vim para casa, tu passaste por mim e ignoraste-me. Por isso, é que nem atendias quando eu te telefonava - constatou.

- Ricardo, o meu pai já não nos deixava ver mesmo quando estavas cá, tinha que ser sempre ás escondidas, agora sabendo quando vinhas, o controlo era ainda maior. Eu não aguentava mais.

- Pois, mas podias ter pedido a minha opinião.

- Foi melhor assim.Acredita, Ricardo. - retorqui, desviando o olhar. - Por essa altura, tomei uma decisão: tinha que arranjar forma de sair daquela casa. Arranjei trabalho sem ele saber. O meu pai confiava em mim, quando eu dizia que ia para a faculdade ou que tinha que ir para algum sítio por causa de algum trabalho da faculdade. Depois de mais de um ano a trabalhar, pedi transferência para Lisboa. Trezentos quilómetros a separar-nos era o ideal´.

- Mas porque é que roubaste ao teu pai? - questionou-me, intencionalmente o peso da acusação.

- Foi necessário - Afirmei friamente. Ergui a cabeça numa demonstração inútil de aceitar aquela decisão como a única saída. - Fiquei com o dinheiro de duas prestações de propinas. Para todos os efeitos não ia à faculdade e não... Usei esse dinheiro e mais algum que tinha para pagar a renda de um pequeno apartamento que aluguei, sem mesmo o ter visto, e para outras despesas. Depois foi sair daquela casa e mentalmente despedir-me de todos.

- Mas não foi o que fizeste comigo. - respondeu, sentando-se agora ao meu lado.

- Tu não eras qualquer um, Ricardo, e sabes perfeitamente disso. Por tudo o que tínhamos vivido, por tudo o que tínhamos dito um ao outro, por tudo o que sentíamos, não fui capaz de ir embora sem te dizer nada.

- Mas mais uma vez foste cobarde. Fugiste dos teus pais e fugiste de mim - concluiu.

- Ricardo, se eu tivesse ido falar contigo pessoalmente, de certeza que me irias tentar mostrar que aquela atitude não era a melhor e eu já planeava a minha fuga há tanto tempo... Por outro lado, não sabia se querias falar comigo. Acabei tudo entre nós sem nenhuma satisfação.

- Mas conhecias-me melhor do que ninguém. Nunca seria capaz de fechar a porta.

- Talvez... - levantei-me no intuito de me afastar dele e de todas as recordações que aquela conversa me trazia - Isso já faz muito tempo. Já não podemos apagar o passado.

- Mas parece que tu queres apagar tudo o que sentimos - acusou, levantando-se também.

- Sentíamos - corrigi.

- Vais-me dizer que se eu te beijar aqui e agora, vais resistir'

Nem me deu tempo sequer para pensar nas suas palavras. Dirigiu-se imediatamente a mim e com uma mão puxou-me pela nuca e beijou-me intensamente.

Como evitar não corresponder? Era o meu primeiro amor....

 

 

 



DESAFIO

Coloquei-vos há tempos o desafio de darem um TÍTULO à nova história que se irá desenvolver nos próximos meses aqui. Ainda não vos dei muita informação, a não ser que as personagens se chamam Rafael e Juliana e que trabalham na mesma empresa. Conforme vou publicando os posts, certamente irão perceber que há muitos segredos para serem revelados...
Além do título, também espero que deixem nos comentários o vosso feedback.
Obrigado
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Rubricas:

Além de uma nova história a decorrer no blog, acompanhem também a nova rubrica do blog 'PERDIDOS E ACHADOS DA VIDA', pequenos textos que incidem sobre... Leiam e descubram...

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