Os TEXTOS que se seguem são pura FICÇÃO e qualquer semelhança com a REALIDADE é pura coincidência!
Este espaço permite-me dar-vos a conhecer todo o meu entusiasmo pelas palavras.


df @ 14:27

Sab, 15/08/09

O Ricardo chegou, qual cavaleiro andante, pronto para me salvar das minhas comiserações diárias.

A Filipa e o Mário já tinham planos para o sábado à tarde, um pouco também à conveniência da minha grande amiga, que insistia numa conversa frontal entre mim e o Ricardo.

Sentámo-nos no sofá da sala, um em cada canto, estranhos num local estranho.

- Fugiste do quê, Di? - perguntou ele, frontalmente, apesar do olhar dele mostrar uma constante preocupação e carinho.

- Não fugi de nada, Ricardo, vim apenas passar aqui uns dias. - enfrentei-o timidamente, como se houvesse necessidade para isso - Depois daquele telefonema do Tiago quando estávamos a jantar, fui para casa e ele estava à minha espera. Outra discussão e acho que desta vez já não há volta a dar.

- Então vão mesmo divorciar-se?

- Sim.

- Por isso vieste para cá?

- Isto está a custar-me muito, Ricardo. Nós tínhamos ficado amigos, podia sempre contar com ele para tudo. Agora não, as coisas azedaram mesmo e nem sei como vão ficar as coisas em relação à loja. Vai ser sempre constrangedor estarmos juntos a tentar resolver alguma coisa.

- Hás-de ultrapassar isso, Di. Já passaste por coisas bem piores...

- Eu sei, eu sei que isto é mais um momento mau na minha vida, mas não basta dizer isso para as coisas doerem menos... - levantei-me e fui até ao pequeno móvel de bar, também cor de wengué como toda a mobília da sala, e servi-me de licor. - Queres beber alguma coisa? Um uísque? Não sei exactamente de que bebidas gostas... Quer dizer, além de cerveja - acrescentei, lembrando-me de umas quantas vezes que ele tinha roubado ao pai garrafas de cerveja e do jantar que tínhamos tido uns dias antes.

- Deixa, eu sirvo-me.

Afastei-me imediatamente dali para não haver qualquer tipo de contacto físico, qualquer tipo de demonstração de carinho mais íntimo. Além de não querer, sabia que não merecia.

Voltei a sentar-me no sofá e uns minutos depois, ele fez o mesmo movimento, já com um copo de uísque velho na mão.

Permanecemos uns minutos em silêncio, eu a olhar o vazio, sentindo que ele me observava atentamente.

- Não mudaste muito nestes últimos anos, Diana - disse por fim.

Virei-me para ele e fiz um sorriso amarelo. A intenção nunca fora ser eu a mudar, mas sim o que se passava à minha volta.

- Não me interpretes mal - prosseguiu - O que quero dizer é que continuas a ser a mesma pessoa que eu conheci. Acho que isso é muito positivo.

- Talvez... Também não me apanhaste na melhor fase da minha vida. Achei que me tinha tornado mais forte consoante as adversidades, mas...

- Acho que nunca estamos verdadeiramente preparados para cortar com uma ligação com alguém de anos...

- Não, não é fácil - respondi, sabendo de antemão que ele não só se referia àquela situação como à do passado.

Mais uns momentos de silêncio impuseram-se entre nós. Até que por fim, ele mais uma vez tomou a iniciativa de quebrar aquele constrangimento, para...

- Alguma vez te arrependeste de teres feito as coisas como fizeste? Quer dizer, de teres fugido de casa? - baixou um pouco o tom de voz e continuou -  De me teres deixado?

 



DESAFIO

Coloquei-vos há tempos o desafio de darem um TÍTULO à nova história que se irá desenvolver nos próximos meses aqui. Ainda não vos dei muita informação, a não ser que as personagens se chamam Rafael e Juliana e que trabalham na mesma empresa. Conforme vou publicando os posts, certamente irão perceber que há muitos segredos para serem revelados...
Além do título, também espero que deixem nos comentários o vosso feedback.
Obrigado
A Gerência

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Rubricas:

Além de uma nova história a decorrer no blog, acompanhem também a nova rubrica do blog 'PERDIDOS E ACHADOS DA VIDA', pequenos textos que incidem sobre... Leiam e descubram...

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