Os TEXTOS que se seguem são pura FICÇÃO e qualquer semelhança com a REALIDADE é pura coincidência!
Este espaço permite-me dar-vos a conhecer todo o meu entusiasmo pelas palavras.


df @ 16:08

Sex, 13/11/09

Depois de um dia mais intenso que o anterior na loja - com um maior número de vendas e a recepção de ovos produtos -, eu e a Adriana fomos para casa satisfeitas e com o sentido de dever cumprido.

Tomei um longo banho e preparei-me para a minha saída com o Ricardo.

Vesti uma túnica de malha preta com uma faixa azul petróleo no fundo e acompanhei com uns leggins e umas botas de cano alto também negros. Os meus cabelos castanhos escuros - herança genética vinda do meu pai - iam soltos, mas deitei um pouco de espuma para que as madeixas onduladas não estivessem tão selvagens.

O Ricardo apareceu pontual como já era característica dele desde que o conheci. Vestia umas calças de ganga, hábito diário, mas com uma camisa preta, com umas listas finas brancas na horizontal, sendo que a acompanhava um blazer de fazenda cinza escuro.

O local para o repasto recaiu sobre um restaurante na Avenida Fernão Magalhães, no Porto, que ele gostava muito e recomendava. Era um espaço pequeno, com perto de uma dúzia de mesas, decoradas com uma toalha azul forte, com paredes revistas a pedra, ou imitação, dando um aspecto rústico. O empregado, um homem alto e cabelo ralo, era simpático e afável.

- Ele já me conhece - comentou o Ricardo, depois de termos feito o pedido.

- Eu percebi. Também percebi que tens por hábito jantar fora...

- Não - respondeu. - Todas as sextas-feiras, tenho, por hábito, juntar-me com alguns colegas de faculdade, com os quais mantive contacto e dão aulas aqui perto, e vimos normalmente jantar aqui e...

- Pois, então estraguei-te os planos...

- Não, não estragaste. Hoje íamos a um outro sitio. Portanto, eles foram, mas eu não. Mas como te disse e repito se não te importares, depois vamos ter com eles, a um bar ali na Ribeira...

- Que também já é hábito irem. - adiantei. Ele acenou que sim. - Tornaste-te num homem de hábitos.

- Isso é bom ou mau? - perguntou.

Peguei no maço de tabaco que tinha na carteira, mas só depois me lembrei que tinha de me levantar e ir para a rua se quisesse fumar. Acabei por pousá-lo em cima da mesa. O Ricardo retribuiu-me a ironia com um sorriso.

- Então não respondes?

- Não sei o que te responder. Acho que criaste uma rotina confortável na tua vida, mas sem que esta se torne demasiado monótona. Serve?

Ele soltou uma gargalhada, divertido com o meu comentário. Bebeu um gole de vinho branco e disse:

- Sou o único que ainda vive com os pais. Entre os meus amigos, sabes? Todos eles já saíram debaixo das saias da mãe, eu não. Talvez por isso goste daquilo que já se tornou um pouco de rotina para mim. Os meus já se acostumaram com isso.

- Nunca quiseste ter o teu canto? Eu sei que nós falávamos em ter o nosso canto, mas...

- Só imaginei isso... Nunca me imaginei a viver sozinho.. Quando estive com a Bárbara, no curto espaço de tempo em que estivemos noivos, ainda chegamos a ver alguns apartamentos, mas nunca encarei verdadeiramente a possibilidade de sair de casa dos meus pais e acho que se o fizer, terá que ser perto deles. Eles ainda precisam de ajuda no café, especialmente agora que a idade começa a pesar... O meu irmão, o Renato, só pensa na faculdade e nas festanças e portanto não quer saber de ajudar... Mas também de uma certa forma, sinto uma espécie de obrigação, porque eles se esforçaram muito para me manter durante mais de um ano em Guimarães-

- É enternecedor! - exclamei. Foi a única palavra que me veio à mente. Não sabia o que era ter pais a fazerem sacrifícios de uma maneira tão... tão desprendimento!

- Eu sei que...

- Os teus pais merecem todo esse carinho que sentes por eles. Acho que apesar deles nunca terem encarado de frente o problema... do facto dos meus pais me baterem... eles merecem toda a consideração que tens por eles. Deram-te, e ao teu irmão, a melhor educação que duas crianças poderiam ter: além de casa e roupa lavada, deram-vos amor e carinho, compreensão. Tu tiveste tudo aquilo que eu sempre desejei e nunca tive- O meu pai nunca mostrou que me amava. A única forma era quando me batia ou me castigava e me dizia que só fazia aquilo para o meu próprio bem.

Inevitavelmente aquelas lembranças só me traziam dor e raiva. E inevitavelmente faziam-me chorar. As lágrimas desceram consoante eu falava e me recordava daquilo. Não queria chorar, especialmente num lugar público. Especialmente frente ao Ricardo. Já tinha chorado tantas vezes quando éramos mais novos. Pensei que já tinha passado aquela fase, pensei que tudo já estava colocado para trás das costas como se de uma poeira se tratasse. Mas sentia-me tão vulnerável nas últimas semanas. O divórcio, a morte do meu pai, novamente o divorcio, as discussões, as recordações constantemente a assombrarem-se a mente. Tanta coisa...

- Não te queria pôr triste, Di.

- Não tens culpa. Vou só ali à casinha. Venho já. Podes começar a servir-nos. - Afirmei, quando o empregado trouxe a travessa com os medalhões de carne de vaca e batatas fritas aos palitos que íamos partilhar.

 

 




df @ 19:47

Dom, 08/11/09

Nessa noite alterei os planos. Primeiro porque queria evitar o Ricardo e depois porque queria compensar a Raquel pela noite anterior e por ela não ter conseguido ter vindo almoçar comigo.

Depois de falar com o Ricardo, que ficou deveras aborrecido comigo, afirmando que não o queria ver e depois de lhe explicar que precisava de um certo tempo para assentar diversas ideias - fui até à cozinha preparar o jantar. Tinha decidido fazer esparguete à bolonhesa. Era prático e fácil e à partida eu sabia que eles gostavam.

A presença da Raquel e do Mário teve um efeito positivo, quase que levando todo aquele mal-estar presente em toda a casa. Conseguiram-me animar depois de um dia tenso, contando várias piadas das suas infindáveis listas de bom humor. Era sempre agradável tê-los por perto nestas alturas, mesmo eu sabendo que o Mário estaria desejoso por me espicaçar em relação ao Tiago, um grande amigo que tinha feito nos dois anos que ali morávamos. Porém, ele mostrou-se à altura do desafio, como que sabendo que eu não queria ouvir a sua opinião.

No fim daquele convívio tão ameno, a Raquel voltou a proferir as sábias palavras de amizade:

- Sabes que se precisares de alguma coisa, é só bateres à porta. É no prédio ao lado, mas é pertinho... Olha para mim - pediu ela, vendo que eu me recusava a enfrentá-la - Tu sabes que vais conseguir ultrapassar isto. Já passaste por tanto, mas vais conseguir também ultrapassar isto também.

 

Depois de uma noite praticamente passada abraçada à sanita, esta noite iria dormir no conforto de uma cama. Não na cama que tinha partilhado com o Tiago, mas na que estava no quarto de hóspedes.

Apesar das discussões que íamos tendo, apesar da decisão de divórcio, tínhamos ficado amigos e sócios e, de quando em vez, havia uma espécie de reconciliação, ainda que às vezes se resumisse a uma noite bem passada entre os lençóis.

Mas aquela última altercação tinha sido diferente. Envolvera todos os sentimentos ignorados e omitidos, todas as cobranças nunca proferidas e ciúme. Nunca nenhum de nós, apesar de tudo, dera motivo para existir isto na nossa relação.

Pensando nisso, sentia-me culpada. Sentia que devia ter tido mais cuidado com a contínua aproximação do Ricardo desde que nos havíamos reencontrado. Mas tudo me tinha parecido tão normal, tão inocente, até àquele beijo intenso que tínhamos trocado há dois dias. Portanto, só ali, só sabendo o que tinha acontecido é que o Tiago podia mostrar ciúmes. Não antes.

Então, porque é que continuava a sentir-me culpada? A sentir que tinha traído o Tiago, ainda que estivéssemos separados?

Aconcheguei-me entre os lençóis e os cobertores. As noites já eram ligeiramente menos frias à medida que nos aproximávamos da Primavera. Mas eu estava sozinha naquela cama estranha.

 




df @ 12:55

Ter, 03/11/09

- Ia-te mesmo ligar, querida. Desculpa, mas já não vou aí jantar. - afirmei, tentando evitar que toda a dor que sentia transparecesse para o outro lado da linha.

- Mas o que se passa?

- O Tiago acabou de sair daqui de casa. Tivemos mais uma discussão daquelas... Mas acho que esta foi a última. - declarei, numa tentativa vã de que aquilo fosse algo banal.

- Há três meses disseste o mesmo e depois viu-se...

- Mas não, Raquel - retorqui. Sentei-me no sofá, puxando o pequeno cobertor axadrezado azul escuro para mim. - Desta vez foi tudo dito... Acho que tudo aquilo que ambos tínhamos guardado para nós nos últimos anos, foi dito...

- Queres que vá aí, amiga?

- Não, obrigado. Quero só me ir deitar e tentar dormir. Amanhã, se quiseres, almoçámos juntas, está bem?

- De certeza que não queres que vá aí?

- Não, Raquel. Obrigado e mais uma vez desculpa por não aparecer. Pede desculpa também ao Mário. Até amanhã.

Larguei o telemóvel em cima da mesa de centro, que estava por cima de um tapete liso preto, e fui para o quarto. Entrei e, intencionalmente, várias lembranças me vieram à mente. Umas em que estávamos a fazer amor, outras em que estávamos somente a trocar impressões sobre o dia um do outro e, por fim, algumas discussões, em que havia roupa a cair no chão , atirada com violência, molduras nossas viradas para baixo, escondendo os nossos sorrisos....

Corri para a casa-de-banho e levantei rapidamente o tampo da sanita. Não tinha quase nada no estômago, mas ainda assim vomitei fosse o que fosse que lá tinha estado guardado.

O azedume que sentia na boca era igual àquilo que naquele momento sentia pelo Tiago.

Puxei o autoclismo e deixei-me cair no chão gelado, encostada à sanita. Tirei uma das tolhas de rosto que estavam penduradas mesmo ao lado do lavatório. Limpei a cara e fiquei a olhar o vazio, sem me aperceber que as horas passavam e que os meus olhos fechavam, cansados da luta diária.

 

O dia seguinte foi mais um pesadelo. Tudo correu mal. Cheguei à loja de manhã sem as chaves para a abrir. Já atrasada, voltei para casa para as ir buscar.

Na parte da manhã entrou somente uma cliente, que nada comprou, nem sequer um par de meias, lançando-me um olhar desagradado, por pelos vistos, não ter nada que lhe agradasse. Às duas horas e meia da tarde, hora em que regressava do almoço - que foi um sumo e duas bolachas - recebi o telefonema da Adriana a informar-me que precisava de faltar, porque a sua mãe adoecera.

Como é evidente, dispensei-a sem qualquer dúvida e nem sequer ponderei descontar-lhe o dia. A rapariga não merecia.

Sem me poder ausentar por um longo período de tempo, permaneci na loja, lendo e relendo o Jornal de Notícias, que comprara logo pela manhã, nas restantes horas que compunham a tarde de quinta-feira. Mas o dia não podia acabar pacificamente. Ainda tinha que receber mais um telefonema interessante: o advogado da família, como se auto-intitulou, o doutor João Bernardo Costa, convocou-me para uma reunião informal em casa dos meus pais, nos Carvalhos, para a leitura do testamento, no sábado à tarde. Não me questionou se estaria disponível, apenas me disse qual era a hora para a comparência e que era imperativa a minha presença.

Não sabia se havia de rir ou de chorar. Mantive-me na posição de sempre: apreensiva com o que quer que fosse que viesse dos meus pais.

 




df @ 10:48

Ter, 27/10/09

(Imagem retirada da net)

 

- Isso foi mais uma oportunidade desperdiçada por ti. Durante dois dias não me ligaste tal como disseste. Nem sequer apareceste na loja... A tua desculpa já me cansou, Tiago. Sei perfeitamente que foste para os copos com os teus amigos e não estiveste a trabalhar como disseste. Se querias ter uma oportunidade tinha-la aproveitado. Não é por mostrares ciúmes, que faz com que te perdoe. Não é por de vez em quando te preocupares comigo, que te posso perdoar essas falhas.

- E agora vais armar-te em esposa perfeita, Diana? Em mulher perfeita? Enganaste! - fez um brevíssima pausa, passou as mãos pelo rosto com barba de um dia e continuou: - Tu tornaste a nossa convivência num autêntico inferno. Eras tu, tu, tu, tu e tu, nunca eu. As tuas necessidades tinham que ser sempre satisfeitas. Cansaste-te de viver com os meus pais, atazanaste-me o juízo para sairmos de lá. Querias fazer alguma coisa e como não arranjávamos emprego, não te cansaste enquanto não nos endividássemos no banco. Depois, a porcaria da loja tornou-se a tua prioridade. Deixámos de ser nós, para te dedicares a cem por cento à sapataria. Eu que te dei sempre tanto apoio, deixei de estar em segundo lugar, para num piscar de olhos, passar para terceiro. Já reparaste na ironia? Quis vir para perto dos meus pais para não me sentir tão desenquadrado como me sentia em Lisboa, mas tu conseguiste a proeza de me manter assim. Tu, com a tua triste história de menina com um passado de violência, tu com uma família desfeita, tu sem casa, tu sem ninguém. Parece que nunca ultrapassaste isso, tu nunca quiseste ultrapassar isso, para as pessoas continuarem a sentir pena de ti.

Uma lágrima espreitou, mas ele continuou, sem qualquer tipo de remorso.

- Tu foste sempre tão egoísta, Diana, que nem te apercebes. Falas de mim? É fácil acusar., quando não se quer ver os próprios defeitos. Quando te conheci, pensei sinceramente que te conseguia fazer esquecer tudo e acho que durante um tempo consegui, não foi?

Entre as lágrimas que abundavam o meu rosto e num choro quase inaudível, acenei com a cabeça afirmativamente.

- Mas depois algo se passou, não sei o quê, voltaste a refugiar-te no teu mundo, voltaste a sentir pena de ti própria, voltaste a sentir necessidade de lembrar as pessoas que tinhas sofrido muito. Voltou a fazer uma pausa.

A respiração ofegante parecia que se conseguia ver. O rosto dele tomou um aspecto mais leve. Tudo o que havia guardado para si tinha vindo a acumular-se de tal forma, que naquele momento explodiu numa bola de acusações.

Talvez eu merecesse todas aquelas palavras. Talvez eu tivesse feito tudo aquilo...

O meu telemóvel começou a tocar e o som vibratório tornou-se irritante ao roçar no tampo de madeira da mesa de jantar.

- Bem, acho que já foi tudo dito - afirmou ele. - Agora sim, concordo contigo. Já não há nada para falarmos. Mas antes de me ir embora, apenas te digo uma coisa: és uma mulher completamente frustrada e hás-de continuar a sê-lo. Enquanto não conseguires seguir em frente, aceitar tudo o que te aconteceu, hás-de continuar a não te sentir realizada - e terminou em tom de desprezo - Espero sinceramente que esse teu amigo do passado te conseguia ajudar a ultrapassar tudo isso, porque senão nem com ele serás feliz. E, apesar de neste momento te odiar profundamente, desejo que encontres aquilo que queres, seja lá o que for. - Passou por mim e mesmo ao meu lado, concluiu - Já podes atender o telemóvel. Pode ser o teu amigo...

Segundos depois ouvi a porta de saída bater com violência, fazendo-me estremecer e finalmente atendi a chamada. Era a Raquel.

 




df @ 11:40

Qui, 22/10/09

- Mas eu sempre te disse que a nossa vida começava a partir do momento em que nos conhecemos. O que estava para trás, tinha deixado de ter importância - disse, sentando-se no outro sofá.

- Porra, Tiago, mas isso sempre só valeu para mim. Tu vieste atrás do teu passado ao regressarmos aqui. Nem de deste ao trabalho de encontrar um casa para nós - enquanto discursava a minha veemente opinião, levantei-me para pegar no maço de tabaco, que estava escondido algures numa gaveta do aparador. - Só passado quase um ano de eu quase enlouquecer em casa dos teus pais, é que começamos a procurar a nossa casa! - enfatizei esta última parte. - E de certeza que só o fizeste porque já não aguentavas ouvir-me queixar da tua mãe e do teu pai. Entendes? Isso de colocar um ponto final no passado foi sempre uma treta! No fundo, acho que nunca quiseste enfrentar o facto de conheceres uma pessoa que tinha sofrido maus-tratos por parte dos pais - finalmente acendi o cigarro que tinha na mão e soltei uma baforada mesmo em direcção a ele. Não tinha o hábito de fumar dentro de casa, primeiro porque não gostava e em segundo por respeito ao Tiago, que não fumava. Aquilo certamente iria irritá-lo. - Acho que nunca quiseste crer que isso era uma realidade, que já deixara de ser uma ficção de televisão ou simplesmente mais uma notícia no jornal.

- Não, Diana, não foi bem assim... Quer dizer... Sinceramente, o que te acabei de dizer é verdade. Sempre achei que o teu passado não iria ter influência na nossa relação, porque era passado e tu estavas a trezentos quilómetros de casa por opção própria. Além disso, se me mostrei indiferente a isso, era porque não queria que tu estivesses sempre a recordar - retorquiu, levantando-se e dirigindo-se a mim. Tirou-me o cigarro da mão e apagou-o imediatamente no cinzeiro limpo de vidro transparente.

- Não entendes que eu simplesmente fugi? Fugi para não continuar a sofrer? Mas eu sofria, mesmo longe, eu sofria. Eu tive que abandonar tudo o que conhecia e tive que deixar a pessoa que sempre me apoiou, a única que me apoiou na merda desta vida!

- E agora ele volta a entrar na tua vida - comentou.

- Sim e vou fazer os possíveis para que não nos voltemos a separar - declarei prontamente.

O Tiago continuava em frente a mim, o seu rosto já deixara há muito de mostrar uma aparente compreensão. Agora tinha dado lugar uma expressão irada, de intenso ciúme.

Nunca o vira assim e tinha receio daquilo que ele me pudesse dizer. As palavras conseguiam ser igualmente violentas como uma bofetada. E eu conhecia as duas formas...

. Nem deixas arrefecer a nossa cama, Diana, é isso?

- O quê?! - exclamei.

- Não foi exactamente isso que vocês fizeram ontem? À hora que ele saiu daqui ontem só podia - atacou.

- Estiveste a vigiar-nos, Tiago? Como é possível que o tenhas feito? Já não tens respeito por mim nem por ti, Tiago?

- Ora, Diana, tu é que provocaste isso - virou-me costas, dirigindo-se até à janela. Tornou a voltar-se para mim - Como querias que reagisse? Sou teu marido e teu amigo. O teu pai faleceu e só soube, porque fui à loja e vi que estava fechada. Aquela tua amiga do café é que me falou. Olha com que cara é que fiquei! - Apontou-me o dedo, estando sempre em tom acusatório - Nem ao funeral me disseste para te acompanhar, Diana. Depois houve a missa de sétimo dia... Dispensaste a minha presença mais uma vez e quando te telefonei estavas com ele...

- Porra, Tiago, o Ricardo estava lá, o meu pai foi uma pessoa muito importante para ele, por mais que me custe a admiti-lo. Era evidente que ele estaria lá - Acendi um novo cigarro. Sentia que o meu corpo hesitava em manter-se direito na sua presença. Precisava de respirar fundo e me sentar - Acabamos por ir jantar juntos.

- Sim, sim...

- O que queres dizer com isso? Da outra vez disse-te para não fazer cenas de ciúme, que não havia motivo para tal.

- Pois, mas agora já há! - exclamou, berrando.

- E se houver? Tiago, nós estamos divorciados. Já não vivemos juntos há quase três meses.

- Mas ainda há duas semanas fomos para cama.

 



DESAFIO

Coloquei-vos há tempos o desafio de darem um TÍTULO à nova história que se irá desenvolver nos próximos meses aqui. Ainda não vos dei muita informação, a não ser que as personagens se chamam Rafael e Juliana e que trabalham na mesma empresa. Conforme vou publicando os posts, certamente irão perceber que há muitos segredos para serem revelados...
Além do título, também espero que deixem nos comentários o vosso feedback.
Obrigado
A Gerência

Rubricas:

Além de uma nova história a decorrer no blog, acompanhem também a nova rubrica do blog 'PERDIDOS E ACHADOS DA VIDA', pequenos textos que incidem sobre... Leiam e descubram...

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